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Praga

Com mais de mil anos de História, Praga chega ao século 21 com um charme irresistível, embalada por um passado glorioso e muito bem preservado, uma vida cultural vibrante e uma noite de bares, restaurantes e cervejarias.

O visitante estrangeiro pode escolher à vontade o ponto de partida para conhecê-la. Pode ser, durante o dia, a Praça da Cidade Velha, acompanhando a dança e as badaladas do tradicional Relógio Astronômico, criado em 1490. Depois, embrenhar-se nas feiras ao ar livre e vielas tortuosas com suas vendas de marionetes, antiguidades militares e cristais, muitos cristais.

A melhor época para se visitar a cidade é na primavera - de março a maio -, embora o verão (entre junho e agosto) também seja bastante procurado. Nesses meses, Praga exibe a sua maior exuberância em atrações, começando pelos recitais, concertos e festivais de música clássica que pipocam pela cidade

Cultura
O Castelo de Praga reina na paisagem e merece pelo menos um dia todo de visita. É um conjunto arquitetônico formado por palácios, igrejas, museus e outras construções que foram sendo ampliadas durante mais de 11 séculos. Ao contrário de outros castelos europeus, construídos como destino de férias e descanso dos aristocratas e nobres, o de Praga sempre foi, desde o século 9, um lugar de poder.

Todo este complexo é dominado pela magnífica Catedral de S. Vito que, como o Castelo, foi "esculpida" ao longo dos séculos. Considerada uma das mais belas e impressionantes catedrais góticas da Europa.

Ao lado da catedral fica o Palácio Real, formado por três edifícios sobrepostos e construídos em épocas diferentes. Ao contrário da imagem típica hollywoodiana, o palácio mostra uma surpreendente austeridade, apesar de riqueza e beleza.

Mas o esplendor do Castelo não termina aí. Na área da colina encontram-se os Palácios Schwarzenberg, do Arcebispo, Martinic e de Sternberg, entre outros.

Praga acolheu alguns dos mais ilustres artistas da História. Além de Mozart, a lista inclui os compositores Beethoven e Dvórak, o escritor Franz Kafka - nativo da cidade - e Alfons Mucha, um dos mais importantes pintores do estilo art nouveau.

Bohemia
Malá Strana tem segredos que só se revelam ao cair da noite. Então, suas ruazinhas e antigos palácios tomam outras formas, definidos pela parca luz dos lampiões de rua.

Muitas das centenárias portas de madeira maciça abrem-se num ruidoso burburinho de animadas conversas e o repicar das canecas de cerveja.

Não é difícil encontrar restaurantes que ocupem o mesmo endereço há alguns séculos, e muitos ficam em porões e adegas quase milenares. Nos caminhos arborizados ao longo do rio, agora mergulhados nas sombras, é hora de conversar com calma, relaxar com os amigos, namorar e deixar a noite rolar sem pressa.

Autor: Laio Specialle

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